Uma breve: História de Amor (1)
Se conheceram em um dia normal. Quente e suado. A busca por resultados de ambas as partes os aproximou e fez com que conversassem. Ele se encantou pelo sorriso dela, pela sua simpatia, porque ela era "tão linda" e ainda tinha um óculos no rosto (coisa que na cabeça dele é um paradigma de beleza). O papo rolou com facilidade. Muito tranquilamente. Tão fácil, que a amiga que estava no mesmo ambiente foi vista apenas "alguns assuntos" depois. Ela se encantou pela autenticidade dele, porque ele era querido e não olhou pra ela com "segundas intenções" (agora este que vos escreve diz que realmente não olhou, porque ele estava completamente bobo com o quão linda ela era) e nem importou com a dor que estava sentindo para recebe-la. Algum tempo passa. A vida segue. O relógio traz a lucidez do cotidiano e a amargura de empurrar as coisas com a barriga, com um leve período de epifanias.
Eles se encontram novamente, muito casualmente. Sem querer mesmo. Tudo está bem, ela está gargalhando no ambiente e ele está mais perplexo ainda por perceber que o sorriso dela é mais lindo que ele imaginara anteriormente. Uma catástrofe acontece. O ambiente fica pesado mas muito descontraído ao mesmo tempo. Uma confusão de decisões se instaura no momento, e de repente várias regras estão sendo quebradas. Tudo passa.
Ele está em casa após um dia de estudos pragmáticos e nervosismos de um futuro do pretérito. Voltando da padaria com fome, ele visualiza ela virando a esquina com o mesmo sorriso (que fica maior ainda quando encontra os olhos dele) e um vai ao encontro do outro. A direita uma senhora gritando sobre a água saindo pela mangueira sem razão, a esquerda um cachorro com latidos leves, como se estivesse explicando a razão da água na mangueira. Eles se encontram, se abraçam e ela aperta ele muito forte contra seu corpo. Ele beija o rosto dela. Nenhuma palavra é mencionada. Ela toca o rosto dele levemente com as duas mãos e beija seus lábios com toda a suavidade possível. Não se sabe quanto tempo eles ficaram ali, na calçada da esquina, em meio a senhora, o cachorro e a água correndo. Mas não importa. Naquele momento, naquele lugar, naquele cenário eles perceberam: "Eu não estava onde eu queria estar, eu estava onde precisava estar".
Agora seria o momento o "felizes para sempre", mas não. Eu ainda não sei o que acontece depois...
Olha o cachorro latindo na história... O sorriso tmb 😀.... é, é importante....
ResponderExcluirOs detalhes. São eles que fazem o cenário, a história e o sentimento terem presença. E bah, o sorriso define tanta coisa.. acho muito importante!
Excluir