Artesãos da Mente

Olá, Hermanos e Hermanas!

    Eu odeio espanhol. Odeio. Mas essa saudação remete ao fato de porque hoje eu volto aqui neste lugar para escrever esse bochincho. Esse motivo, é a arte. Hoje eu percebi que eu estou sentindo falta de ler. Simplesmente. Sim, faz tempo que eu não leio nada, nem mesmo o livro que ainda está na metade.

    Mas hoje ao invés de ler, eu fui colocar uma ideia em prática no meu computador ao som do DVD ao vivo em Caxias do Sul do Rock de Galpão. Ah, gente! Que obra. Os arranjos, as vozes, o cenário, os convidados, a senioridade de quem estava no palco, o respeito com a música... Tudo. Percebi então, que eu perdia a concentração em variados momentos, porque assistir aquele show querendo estar dentro da televisão era muito melhor. Quando, a banda toca o Hino Rio-Grandense na afinadíssima voz de Neto Fagundes, toda a plateia se levanta e canta junto. Assistir isso me deu uma energia absurda que traz o pensamento, quase que como um grito de guerra: "Como eu amo morar no Rio Grande!"

    Enfim, terminei o que precisava realizar. Fui então, organizar as roupas que estavam desorganizadas e pensei, porque não deixar tocar o DVD Volume II ao vivo em Santo Angelo? E assim o fiz.

    Consegui assistir com foco, da metade pro final do DVD tomando um mate (coisa que muito tenho feito). No menu do DVD eu percebi que tinha um documentário. Assisti e fiquei mais perplexo ainda. Um documentário que explica não só como o DVD foi realizado, mas como os artistas buscaram a inspiração para isso. Que coisa mais, gloriosa de se assistir! O momento exato da face se contorcendo pela alegria de uma reação. Tudo isso comandado pelo mestre da arte contemporânea Hique Gomez (que inclusive cita Nico Nicolaievski) no documentário ao som de uma trova do grande Telmo de Freitas.

    Você provavelmente está se perguntando porque eu ainda assisto DVD em 2021 em modo dinossauro? Pois então. Essa é a mensagem que eu quero trazer. O show, a música no main stream, o som do Spotify (ou qualquer outro canal de streaming que tu utilize) não captam a emoção. A tecnologia embarcada atualmente te dá acessibilidade e escalabilidade com qualidade. Mas não a emoção de ver a arte tomar forma, mas não a possibilidade de ver uma obra de arte ser pintada durante um show com nada além das próprias notas como inspiração! Eu já falei algumas vezes aqui (eu acho) que adoro assistir entrevistas. Sim! Adoro! Porque ali é possível conhecer o artista no seu kernel, entender que ele apesar de público também é humano. Quer um exemplo? O João Gordo com todo o jeito polêmico é pai e três filhos e escreveu uma biografia para incentivar os filhos a não seguir o caminho dele. Não dá pra ver isso no programa de sábado a noite.

    Contudo, meu apelo que ainda está por se fazer aqui vai: Só porque as gerações atuais são inteligentes o suficiente para nos entregar mobilidade, não deixemos que isso faça com que percamos a origem do que aprendemos com nossos pais, nossos avós. Eu tenho certeza que se eu não tivesse visto a obra de arte que eu vi hoje para ficar Instagrameando por aí a criança que existe em mim me daria um belo chute no saco. Com razão.

    Obrigado, muito obrigado Rock de Galpão pela inspiração de hoje e pelo legado que todos vocês nos trazem com a história construída até o momento. A música do post de hoje, é de vocês!




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