Escape 360

    Rota de fuga. Este é um filme muito legal (desculpa você que é fã de saber o nome dos filmes em inglês) onde a ideia do personagem principal é ser preso de propósito para encontrar as vulnerabilidades da prisão. Fugir. Para que depois, tais vulnerabilidades sejam expostas a quem precisa ser.


    Entretanto, hoje eu falo sobre rota de fuga como uma provocação deste vos escreve a ti mesmo, que está lendo esse mural da vida de um ser humano ridiculamente mediano. Tem dias que tudo flui, o trabalho parece estar a 1000 por hora como se tu conseguisse resolver até os problemas da NASA, como se o Batman (o herói mais afude da história da humanidade) viesse te pedir ajuda. Qual a rota de fuga nesse dia? 

Mas se não, tem o dia que a bunda amanhece destapada, o café quente e turvo cai no colo e o dedinho bate na quina do guarda-roupa. Naturalmente, tu fica puto da vida e grita até com o celular por não carregar as mensagens do WhatsApp. E agora, qual a rota de fuga? 

Entenda você, que ainda está aqui, que nesse momento eu não estou falando sobre fugir dos problemas, porque rota de fuga é uma figura de linguagem. A minha provocação (pra eu mesmo também, até porque foi essa provocação que originou a inspiração para o texto) é pra pensarmos em um modo de sair daquele gatilho que faz-nos chegar a conclusões quase que fantasmagóricas sobre a nossa própria entrega. Tipo, no dia fodão que tudo dá certo como descrito acima, a rota de fuga vem para mostrar o equilíbrio e te fazer entender que tu não é tão fantástico assim. Só porque tudo foi mais do que perfeito no meu dia, não quer dizer que eu vou pegar meu violão e sair tocando Wish You Were Here (se tu acha essa música fácil por causa só por causa dos acordes, tu nem merece ouvir Pink Floyd). E no dia, que os gritos da tua mente com raiva regem a orquestra da tua vida? A rota de fuga, pode ser uma corrida, pode ser um hobby não relacionado a nada que justamente por não estar relacionado a nada, te faz esquecer e acalmar. Porque depois que fechou o dedo na porta do carro, não adianta bestemar mesmo.


    Não sei de fato, como desenhei as minhas rotas de fuga dentro da minha mente que funciona com vários núcleos. Talvez, eu estar aqui escrevendo este post à 01h00 do dia 11/03 é por si só uma rota de fuga. E isso é tão legal! Eu curto muito isso.


    A música que eu deixo hoje é uma que expressa bastante a raiva presente em variadas situações da vida. Eu ouvi esse som em Velozes e Furiosos e curti no ato! Claro que, hoje eu tenho uma mente bem mais aberta para a música, mas o metal está dentro das entranhas da minha adolescência revoltada e demorada.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

De longe parece que está perto :)

Entrevero do Sudeste

Eventualmente