Perdão ou Permissão?

    E aqui estamos de novo, tarde mas nem tanto, cansado mas acordado batendo cabeça com fones mas com um zunido no ouvido. Que zica isso. Parece um vai não vai bem chato. Parece morno. E morno não podemos nos dar o luxo de ser de forma alguma. Caga ou desocupa a moita saca? Desculpa se é muito intenso ler isso, mas também, desculpa porra nenhuma.


    Apesar dos comentários acima com uma nuance revoltada, eu não estou assim. Eu não sou assim, na real. Só acredito que devemos prezar pelas coisas em seus lugares corretos. Dito isso, devo revelar que esta semana (08 - 12/03) têm sido bem esclarecedora para este que vos comunica frases e sentimentos por este blog de ambiguidades. Esclarecedora em vários níveis. Mesmo. Eu não posso comentar mais nada sobre isso, porque nem eu mesmo tenho informações sobre os arredores do mundo que me cerca. A covidemia faz isso, mas acredito que desta vez as coisas estão trocando de lugar por um movimento natural e necessário que a vida precisa que ocorra.


    (Se tu for me julgar, vai ser agora) Estava eu ouvindo uma playlist que eu mesmo criei há bastante tempo no Spotify chamada: Listenando OnTheLine. Nesta lista maravilhosa de músicas que circularam pela minha adolescência e pelas experiências musicais que eu já tive, está a música Unstoppable do disco Camino Palmero da banda The Calling, que na minha cabeça sempre foi o Reação em Cadeia gringo. Ou ao contrário, sei lá. Mas enfim, esse disco é muito legal e eu sou tri fã dessa banda desde sempre. BUT, o que eu nunca tinha considerado até este momento é a letra dessa canção parece uma linha de programação cheia IFs e condições, vamos considerar juntos:

 - If we had this night together

 - If we had a moment to ourselves

Than we'd be unstoppable.

    Muito louco pensar nisso, porque eu sempre sempre na minha vida, no meu trabalho, nos meus projetos mais pessoais e em todas as formas de comunicação sobre a mesma frase: "É melhor pedir perdão, do que permissão". Claro! A premissa para (QUASE) qualquer coisa (a não ser que a pauta seja trocar uma criança por uma pedra) tem que ser tentar para entender o que é aquela experiência. Pra não ser TÃO amplo, lembro de uma frase que eu ouvi de uma professora (loira, alta, com a voz alta e fina, que tinha uma letra impecável mas não lembro o nome dela) que dizia: "Tudo eu posso fazer, mas nem tudo me convém". Tendo esse equilíbrio em mente, eu volto para a música como tópico desta leitura onde ela pergunta (e eu faço essa pergunta para mim mesmo também): Quantas vezes tu deixou de fazer qualquer coisa por medo de arriscar? Isso é tão foda. Não o recusar no caso. O fato de passar 10 anos, tu olhar para trás e perceber que existe ali um arrependimento sobre um determinado momento da vida.

    Agora se tu considerou, tentou, deu tudo de ti, pulou de bico na água sem apenas molhar os pés aí realmente não tem porque se arrepender.


    Depois de todas as palavras tecidas neste espaço de expressão própria e literal, eu termino o lance de hoje com uma pergunta: Tem coisa mais afudê que o friozinho na barriga antes do risco? Tipo, tem coisa melhor que aquela sensação de liberdade antes mesmo de pular no bungee-jump? Adrenalina é isso, vida é adrenalina e vida é bom!


    Sobre o som de hoje (porque este blog não publicará sem músicas indicadas) acho que ficou explícito durante a leitura neh?



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