Três é DEmais!

    Eu não assisto jornais. Tipo nenhum. Nem ouço notícias, nem nada do tipo. Meu único envolvimento com rádio é ouvir música na UCS FM que é a melhor rádio da galáxia para ouvir música boa ou curtir o Pretinho Básico. Ultimamente eles têm falado muito sobre BBB, então eu descarto por completo. Mas não julgo os pretinhos porque pra eles falar sobre o que está na mídia é uma questão de negócio. Mas falei disso, pra contextualizar que eu não tenho pistas sobre como anda a vacinação ou qual a cor da bandeira do momento. Não sei se essa informação passou perto de mim. Minha irmã (a Mays afudê do mundo. E única) sempre popula a minha mente com os relatos do mundo porque ela saca que eu não vou atrás.

É tão forte essa reclusão da mídia que se hoje alguém chegasse e dissesse: Matheus, me diz a bandeira que o RS está e tu ganha uma viagem para a Inglaterra. Fudeu. Não teria viagem.


    Dos muitos dias que eu tenho passado em casa, várias coisas aconteceram. Agora, a minha estante de livros tá na sala e eu não trabalho mais no meu quarto. Foi da hora mudar as coisas assim! Meu pai teve umas ideias bem geniais para isso. Destes dias de COVIDemia e homeoficializar as coisas, hoje eu acordei, esquentei uma xícara de uma empresa de telefonia com café preto (forte até demais), dei um play no spotify e fui até a sacada só olhar para olhar o sol. Felizmente, caiu em uma música gravada pelos grandes mestres do Rock de Galpão. A música? Manhãs do Sul do Mundo. O som é absurdamente bom. Uma melodia impecável na voz do Neto Fagundes, com um tempo quebrado que quase faz a gente bater o pé para entender. Mas cara, a letra.... A letra é tão massa, que foi suficiente para me fazer sorrir do início do café até o fim da música e perceber duas frases que ficaram na minha mente por toda a extensão da primeira reunião da manhã e pra ser sincero, por todo o dia. Duas frases que na sua totalidade se juntam em uma preparação E em um refrão.

As frases? Saca só..

 - "Pode ser um sonho louco, mas eu vou achar. Em algum lugar dessa federação..."

 - "Alguma substância estranha que substitua a dor no coração, e mate essa vontade de VOLTAR..."

É tão inapelavelmente envolvente, que eu fiquei pensando: Mas voltar para onde? E isso, deu pano pra manga de tantas ideias. Voltar a tocar? Sim, eu tenho me afastado. Voltar a pensar na quinta possibilidade? (Longuíssima história que eu posso contar aqui em outro momento). Mas isso eu já estou fazendo pra caramba, tanto que, já pretty much uma verdade. Voltar a amar? Não seria bem voltar, seria um começo atualizado. Tipo quando tu tem um PC com Windows XP, deixa de usar tecnologia por um tempo e volta usando um Windows 10 no mesmo computador.


    Mas aí, sobre voltar a amar (sim eu vou falar disso, porque esse blog sempre vai ter mais espaço pra inspirações que transpiram amor) hoje eu vi um compartilhamento (sei lá eu se é assim que se fala) no Instagram de uma amiga bem influente na região, uma frase. Só uma frase. Uma pequenina frase que dizia: A gente mira no amor e acerta na solidão. Depois eu vi que era um link para um textão que eu sinceramente escaneei com o olho, mas não li. Isso já no perfil de outra pessoa, que eu não tenho a menor ideia de quem seja.

Achei muito profunda a reflexão da frase, completamente louca, como se tivesse sido tirada de uma parte do filme Divertidamente. Mas com o som que já estava na minha cabeça, eu pensei: "Teria ela na sua mais completa inocência, mirado o amor querendo voltar?" Fiquei um tempo rindo solamente no quarto que agora é um escritório que tem guarda-roupa, guitarra e cama.


    O dia passou, a noite chegou. Tive a oportunidade de ajudar uma pessoa completamente desconhecida mas muito legal, muito gente boa, que por um momento eu fiquei grato por conhecer. De alguma forma, sobre alguma intuição eu percebi que talvez não seja a única vez que viremos a nos encontrar. Entrei em outra parte da jornada de trabalho, que deu bem certo. Ainda bem, porque estávamos claramente cansados.

Entro no quarto, pego meu violão que quase da pra se esconder atrás e a primeira coisa que vem é a letra e a melodia de Apenas Uma Canção de Amor do Rosa de Saron. Que som! Que letra e que lembrança do Guilherme de Sá (melhor vocalista de todos os universos possíveis) em sua época na banda.


    Três é DEmais. Três inspirações. 30 vezes que eu ouvi Rock de Galpão para finalizar esse poço de ideias e nuances presas e libertas no meu eu fantasmagórico. Curte o som, se possível no ambiente que eu descrevi acima, que vale a pena! :)



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