Bobo da Corte pelo Menestrel Surreal

    São 01h25 da madrugada do dia 27/07/2024. Nós vivemos em um mundo completamente louco, para este que vos escreve entender que, como este não é um blog com conteúdos assíduos, as pessoas não o consomem e muito poucos sabem de fato, que ele existe. Há consciência nas palavras para conhecer, um texto que vem com nuances de enraivecimento e gritos de silêncio.

    Acontecimentos recentes na vida do locutor das palavras deste antro de criatividade, anacrusam um cenário de dor silenciosa, baseado em um ensinamento muito contundente que diz: A sua língua é poderosa e as palavras tem poder. Cuidado com o que você fala e para contextualizar isso há também uma frase no verso da canção que inspira a história de hoje, falando mais ou menos assim: As lágrimas são o sangue da alma. Deus as entende, eu as entrego.

    Agora eu vou parar com a dissertação para iniciar um modo narrativo. Eu não tenho a intenção de contar o que houve na minha vida recentemente que me gerou o trio emocional (como eu chamo) feito por: lágrimas, raiva e indiferença. Mas porque não contar Matheus? Não é isso que as pessoas querem? Mais um show online? Até pode ser. Trabalhando com TI há mais de dez anos, posso afirmar com certeza que, se há algo que a internet gosta é um espetáculo de horrores, com a exceção de uns e outros (como este que vos escreve) que tentam quebrar essa bolha imunda, nefasta e completamente descircularizada.

    Ontem mesmo, uma pessoa que não deveria estar tão distante me chamou para conversar sobre um assunto que esteve me chateando por bastante tempo. Eu me recusei a falar ou dar qualquer tipo de explicação. Fui rebatido com uma sequência de anedotas preditivas traduzidas como disponibilidade virtual.

AGORA ABRE PARENTESES

Sabe aquela hora do filme, que a cena volta a um ponto da vida para dar base ao acontecimento? É isso que está prestes a acontecer, neste drama realístico com potencial enfadonho.

Nas palavras de Terence Fletcher "Eu tentei, eu tentei pra caralho." Nesta ocasião, marcar um escravo de plantações americanas do século XVIII com este rebatedor de sentimentos, ao qual está referido acima. Ocorre que, desmarquei tudo que havia, liberei todo o tempo possivel e nunca funcionou. Entendam, para mim, amizade é disponibilidade, simples e puramente.

AGORA FECHA PARENTESES

Volta pra cena raiz do roteiro que já foi bem montado. 

    Quase correndo o risco de voltar com a dissertação, este que vos brada locuções latifundiárias, não entende... nada. Por que que de repente o interesse surge nas coisas? Será que algo ocorreu para a transcendência do ego vir a tona? E além disso, o que a sublimação alheia tem a ver com o seu momento de vã epifania. Há situações em que de fato o silêncio toma o seu lugar. Sim. Há situações assim. Até porque, o criador fala nestes momentos em que você está com uma sua boca finalmente fechada.

    Em outras palavras, este autor desconhecido e subjulgado, tem tido duas pessoas ao lado que neste momento de gritos sem voz e lágrimas ao sol, suportam juntos o caminho das pedras, que um dia vai acabar. Porque um dia, todos nós (querendo você ou não, crendo ou não) haveremos de andar where the streets have no name.

    Eu já falei outras vezes aqui e de novo me pronuncio sobre isso, com vasta certeza das condições e consequências das minhas palavras. Eu adoro a fase do Guilherme de Sá no Rosa de Saron, porque ele é o músico mais incrível da galáxia. Só isso. Artista, músico, compositor, arranjador, engenheiro e multiglota (que eu tenho quase certeza, ser uma palavra que eu mesmo inventei). Além da habilidade musical, eu admiro o dono da voz da canção de hoje, porque ele tem a habilidade viril de dar som aos sentimentos. Sabe, quando a música vem com raiva ou te um soco de alegria? A música de hoje é daquele que na minha opinião, é o melhor disco do Rosa de Saron. Eu não quero que você concorde, eu não quero nada de você.

    A verdade, considerando que a música inspiração deste texto híbrido cita uma importância maior ao bobo da corte do que ao rei, como uma ironia trágicocômica. Creio eu, que nas últimas semanas me peguei com um sentimento de saco cheio, cansado de ouvir o que as pessoas acham sobre uma situação que houve com você, atormentado por tantas opiniões que funcionam para um cenário que não é o que está gritando no caleidoscópio da sua mente.

    Para quem chegou até aqui, eu me despeço respondendo a sua pergunta com outra pergunta. Sim. Porque se você chegou aqui, a sua pergunta deve ser algo similar a: do que esse cara está falando? ou o que será aconteceu? A música de hoje (Reis e Princesas) responde em uma frase-pergunta; Se você não entende o meu silêncio, como entenderia as minhas palavras, minhas razões?

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